Os músicos

    Umberto Maisto
    (violonista, autor)

    Nuova Compagnia di Canto Popolare, Silent Frame

UMBERTO MAISTO
Nascido em 1990, Umberto Maisto iniciou seus estudos de violão clássico aos oito anos, graduando-se em 2008 com nota máxima no Conservatório Nicola Sala de Benevento, sob a orientação do Maestro Stefano Aruta. Sua trajetória de alto aperfeiçoamento percorreu a Europa, levando-o a colaborar com os maiores nomes do violão internacional e culminando, em 2016, com o Master of Professional Music Performance no Conservatório de Maastricht, com Carlo Marchione.
Sua sólida formação clássica encontrou uma nova expressão em 2020, quando passou a integrar a histórica Nuova Compagnia di Canto Popolare, pilar da música autoral italiana. Em 2025, sua sensibilidade interpretativa o levou a colaborar com o ensemble Silent Frame na sonorização do filme “La Santanotte”, de Elvira Notari, apresentada no Teatro Bolivar de Nápoles e no Festival Il Cinema Ritrovato, em Bolonha.
Hoje, Maisto é o coração instrumental do Medeidae. Nesta parceria artística com Pasquale Fama e Luca Enipeo, ele coloca a serviço do projeto uma escrita violonística refinada e complexa. Sua capacidade de inserir o rigor acadêmico em linguagens experimentais torna-se o eixo do ensemble acústico Medeidae, onde arranjos orgânicos e tramas melódicas intrincadas envolvem letras de atmosfera esotérica.

    Pasquale Fama
    (violonista, autor, compositor)

    Menção honrosa pela trilha sonora – Prêmio Corto Flegreo, trilha original para o Festival Literário FLiP

PASQUALE FAMA
Nascido em 1985, Pasquale Fama trilha um percurso artístico não convencional. Após os estudos de contrabaixo no Conservatório, prosseguiu sua formação como autodidata, nutrindo sua sensibilidade com a investigação filosófica, as disciplinas teosóficas e a psicossíntese. Esse embasamento multidisciplinar reflete-se em uma escrita que transita da tradição napolitana à experimentação contemporânea.
Fama assina composições para vozes históricas do cenário da Campânia de linhagem "desimoniana" — entre as quais Lello Giulivo, Gianni Lamagna, Brunella Selo e Antonella Maisto — e destaca-se no mundo do audiovisual. Entre suas principais obras figuram a trilha sonora do curta de animação “Illmatar”, as músicas para o festival “Flip” e a menção especial pelas músicas do curta "Maschere", vencedor do Prêmio Corto Flegreo 2025.
Um momento fundamental de sua carreira é a colaboração com o ensemble Silent Frame para o cine-concerto dedicado a Elvira Notari, apresentado no Teatro Bolivar e no Festival Il Cinema Ritrovato de Bolonha. Em 2024, sua estreia como intérprete com o single neo-soul “Cride” marcou o início de uma nova fase que culmina na parceria com o violonista Umberto Maisto. Juntos, dão vida ao Medeidae.

    Luca Enipeo
    (violonista, autor)

    Paolo Conte, Manomanouche

LUCA ENIPEO
Violonista, Luca Enipeo vincula seu nome a importantes pilares da música italiana e internacional. Desde 2001, é protagonista do projeto Manomanouche, com o qual mantém uma intensa atividade de concertos nos principais festivais de jazz (Torino Jazz Festival, Blue Note Milano, Casa del Jazz de Roma) e em palcos de prestígio, como a Forbidden City Concert Hall de Pequim e as Olímpiadas de Inverno de 2006. Nesse âmbito, colabora com artistas do calibre de Trio Debussy, Massimo Pitzianti, Jino Touche, Nunzio Barbieri, Florence Fourcade e Park Stickney, atuando também na direção artística do Festival Django Reinhardt de Turim entre 2001 e 2007.
Desde 2009, sua trajetória entrelaça-se de forma estável à de Paolo Conte. Como violonista da orquestra do Maestro, Enipeo participa de produções discográficas e turnês europeias, apresentando-se em verdadeiros templos da música: da Royal Albert Hall de Londres à Opéra Garnier de Monte Carlo; do Concertgebouw de Amsterdã ao Teatro alla Scala de Milão, além de eventos prestigiados como o Montreux Jazz Festival.
Ativo no campo das produções discográficas, colaborou na criação da trilha de abertura da série “Fuoriclasse” (com Luciana Littizzetto). Hoje, Luca Enipeo traz sua sensibilidade interpretativa para novas narrativas musicais, colaborando com a cantora Sabrina Pallini no disco “Ti Porto a Napoli” (com participações de Gianni Lamagna, Elisabetta Serio, entre outros) e, em 2021, lançando o álbum “Off Stage Kissing You Mi Amor” — composições para teatro de Cosimo Morleo em colaborazione com o acordeonista Bati Bertolio. Em 2025 inicia sua colaboração com o Medeidae.

Colaborações externas e aportes criativos com:

    Marco Fazzari
    (baterista, percussionista)

    Norma Winstone, Armanda Desidery

MARCO FAZZARI
Nascido em Nápoles em 1990, Marco Fazzari iniciou sua trajetória musical aos 10 anos sob a orientação do Maestro Claudio Romano. Sua formação acadêmica de excelência consolidou-se no Conservatório "G. Martucci" de Salerno, onde obteve, com nota máxima e louvor (lode), os diplomas acadêmicos de segundo nível tanto em Bateria Jazz quanto em Instrumentos de Percussão. Fundamentais para seu amadurecimento estilístico foram os dois anos vividos na Bélgica, entre o Conservatório de Ghent e o Jazz Studio de Antuérpia, além do aperfeiçoamento com o célebre baterista estadunidense Greg Hutchinson.
Sua carreira é marcada por reconhecimentos de prestígio, incluindo o primeiro lugar no concurso "Do you remember Gegè?", concedido por Tullio De Piscopo, e vitórias em eventos de relevo como o Fara Jazz Contest e o Veneto Jazz, que o levou a se apresentar no palco do Teatro La Fenice, em Veneza.
Músico polivalente e sensível, Marco soma colaborações com ícones do jazz internacional, como Norma Winstone, Adam Rudolph, Wayne Tucker e Antonio Faraò. É membro estável de formações de destaque como o Ergio Valente Trio (com o qual se apresentou no Umbria Jazz), o Aleph Trio e o trio da pianista Armanda Desidery. Sua atividade estende-se também ao mundo do teatro e da canção autoral, colaborando com figuras do calibre de Lello Arena, Mariano Bellopede e Marisa Laurito no Teatro Trianon-Viviani.
Sua discografia é vasta e inclui trabalhos lançados por selos de referência como Emme Record Label, Alfa Music e Egea. Entre os títulos mais significativos, destacam-se “The Starter”, a série “The Song Book” (com Francesco D’Errico) e o recente “Le Città Incantate”. Paralelamente à intensa atividade artística, desde 2015 dedica-se com paixão ao ensino, ocupando o cargo de professor de percussão pelo MUR em escolas secundárias e liceus musicais. Em 2026 inicia sua colaboração com o Medeidae.

    Marco de Tilla
    (contrabaixista)

    Paolo Fresu, Franco Battiato

MARCO DE TILLA
Com mais de vinte e cinco anos de atividade profissional, Marco é uma figura fundamental do jazz italiano, capaz de aliar uma profunda pesquisa estilística a uma intensa carreira acadêmica. Graduado com honras em Música Jazz e Composição, aperfeiçoou sua linguagem com gigantes do contrabaixo mundial — entre eles Dave Holland, Larry Grenadier e Scott Colley — acumulando uma experiência internacional que o levou a viver e tocar em Berlim e a se apresentar em cidades como Nova York, Paris e Nova Delhi.
Sua carreira é marcada por uma discografia imponente, com 5 álbuns como líder e mais de 50 participações como sideman. Compartilhou o palco com ícones como Flavio Boltro, Gabriele Mirabassi, Paolo Fresu, Sarah Jane Morris, Dave Douglas, Norma Winstone e Franco Battiato, colaborando com os músicos mais aclamados da cena jazzística nacional e internacional.
Atualmente professor de Técnicas de Improvisação no Conservatório "San Pietro a Majella" de Nápoles, Marco soube estender sua sensibilidade musical ao teatro e ao cinema, trabalhando ao lado de mestres como Giancarlo Giannini, Michele Placido, Laura Morante e Maurizio De Giovanni. Seu perfil artístico representa uma síntese perfeita entre o domínio da improvisação e uma extraordinária versatilidade nos contextos mais prestigiados, de grandes festivais de jazz a produções televisivas e teatrais.

    Antonella Maisto
    (cantora, performer)

    Eugenio Bennato, Enzo Gragnaniello

ANTONELLA MAISTO
Desde sua formação com Edda Dell’Orso — a voz icônica das obras-primas de Ennio Morricone — até sua pesquisa jazzística na St. Louis Jazz School, ia trajetória de Antonella Maisto é uma jornada entre profunda consciência expressiva e pura sugestão interpretativa. Aperfeiçoou-se no Umbria Jazz com Bob Stoloff no estudo do canto lírico com Daniela Ciliberti, desenvolvendo uma identidade vocal multifacetada, capaz de transitar com naturalidade por diversos gêneros e linguagens.
Sua carreira é marcada por colaborações com grandes protagonistas da cena italiana e internacional. Compartilhou o palco e o estúdio com mestres da world music e da canção de autor como Eugenio Bennato, Enzo Gragnaniello e Tullio De Piscopo, emprestando sua voz a produções de destaque ao lado de artistas como Franco Del Prete e Raiz, Karl Potter, Carlo Faiello, a Nuova Orchestra Italiana.
Das atmosferas sofisticadas de Ricci e Hengeller ao teatro com Tato Russo e Isa Danieli, Antonella Maisto se confirma como uma intérprete de exceção, capaz de fundir a elegância internacional com as raízes profundas da cultura mediterrânea.